Centro Cultural Fortaleza - Artes Cênicas Centro Cultural Fortaleza - Artes Cênicas

Espetáculos de teatro, dança, circo etc., destinados ao público adulto.

 

ARTES CÊNICAS

NOVEMBRO/2017

 

ATO COMPACTO

Festival Internacional Pedro Boca Rica de Teatro de Boneco (FIB)

Dia 28, terça-feira, 10h às 19h, e 29, quarta-feira,10h às 20h

 

O Festival Internacional Pedro Boca Rica de Teatro de Boneco (FIB) marca sua 1ª edição com a homenagem aos 80 anos do multiartista Pedro Boca Rica, nascido em 16.11.1936. O evento reunirá 10 grupos e 100 artistas, entre grupos locais, nacionais e internacionais, em Ocara, onde nasceu; Fortaleza, onde ele viveu e mais mostrou sua arte; e Juazeiro do Norte (no CCBNB-Cariri) e Sobral.

Sobre Pedro Boca Rica, diz Oswald Barroso: “criou centenas de bonecos, entre tipos sociais, figuras humanas, animais e seres imaginários, verdadeiras obras de arte, tal a maestria como esculpia no corpo ou no rosto, de muitos dele, traços de caráter e personalidade”.

Hoje, seus bonecos estão expostos em centros de cultura brasileiros, como no Memorial da América Latina (SP), Centro Dragão do Mar e Museu da Emcetur, em Fortaleza, e sua obra é reverenciada em museus dos EUA, Japão, Alemanha e França.

Pedro dos Santos de Oliveira morreu jovem, em 1991, e ganhou o apelido em razão de ter dentes revestidos em ouro.

 

FESTIVAL DO CIRCO DO CEARÁ

 

Se Desconcierta el Concierto

Grupo Latin Duo (Argentina/Peru)

Dia 03, sexta-feira, às 18h

 

O espetáculo é um convite à relação entre os costumes argentinos e peruanos, apresentados na linguagem do clown, trazendo destrezas e surpresas. Com manipulação e música ao vivo os artistas estabelecem uma divertida cumplicidade com a plateia.

Classificação: livre. 50 min.

 

La Risa es Bella

Dieguete - Circortito (Argentina)

Dia 10, sexta-feira, às 18h

 

“La risa es bella” é um espetáculo de clown excêntrico, de idioma universal, cheio de emoções, jogos e uma grande participação do público; muito humor, equilíbrios, malabares, e uma proporção infalível de gargalhadas, algo inevitável em qualquer um de seus shows. Artista: Diego Bruzzone.

Classificação: Livre. 45 min.

 

Vagor e Bellavita – Grupo Dromocósmicas (Grécia/Brasil)

Dias 23, quinta e 24, sexta-feira, 18h

 

Vagor & Bellavita é a história de dois palhaços que vivem às margens da sociedade. É uma homenagem ao cinema mudo e aos seus vagabundos. Entre acrobacias, latas que se transformam em pernas de pau, cenouras em clarinete, garrafas em música e serrotes em melodia, estes dois nos contarão a própria história com o riso e a poesia.

Vagor & Bellavita é um espetáculo de palhaço e de teatro-circo que narra uma fábula sobre o poder da amizade e da fantasia. É um pretexto para falar do espírito de grupo e da importância de acreditar nos próprios sonhos. Uma metáfora de quando uma ação criativa pode transformar nossas vidas. Direção, dramaturgia, figurinos, cenário e adereços: Camilla Bombardini e Byron Skouris.

Classificação: Livre. 50 min.

 

TEATRO

 

Alegria de Náufragos

Coletivo Ser Tão Teatro

Dia 09, quinta, às 18h

 

Alegria de Náufragos traz em seu centro o emérito professor Nicolai Stepianovitch de Tal, que se depara ao final da sua existência, com uma inevitável análise de si mesmo. Apesar de seu currículo impecável, de ter constituído família e de ser um “homem feliz”, ele gradativamente é submetido a um doloroso processo de falência interior e começa a adquirir clareza sobre o lado patético da sociedade e de suas instituições.

Direção: César Ferrario e Giordano Castro. Classificação: 12 anos. 58 min.

 

A Mancha Roxa – Imagens de Teatro

Dias 30/11, quinta e 01/12, sexta-feira, às 18h

 

Escrita em 1988 por Plínio Marcos, o texto apresenta a convivência entre sete presidiárias em uma cela especial. No convívio, descobrem ser portadoras de uma doença. Em meio a relações de opressão, violência, amor e rebeldia, entre elas e a carcereira, a trama se mostra ainda mais complexa quando descobrem que uma das detentas, ao contrário do que pensavam, não possui o vírus, e desse momento em diante passa a ser perseguida pelas demais, por ser minoria naquela situação. Direção: Edson Cândido. Classificação: 18 anos. 60 min.

 

DANÇA

 

Prelúdios para danças caboclas

Dias 16, quinta, e 17, sexta-feira, 18h

 

Em cena, um itinerário de ritos precários e crus. Gradativamente, três corpos dançantes se fazem “abertos para incorporar” suas ancestralidades caboclas: curandeiros, pajés e guerreiros, na vibratória de maracás, tambores, loas e clamores desnudando suas peles encarnadas pelo urucum sagrado.

Peculiaridades caboclas se revelam nos corpos afro-indígenas dos dançarinos que, despretensiosamente, “des-dançam passos” da tradição, evocam códigos, símbolos e gestos que residem na gíria da Jurema e, por meio delas, se permitem chegar a outras possíveis corporeidades, outros possíveis rituais.

Três homens negros-indígenas-caboclos... Histórias singulares, ritmos pulsantes nascidos no ventre do povo, nos terreiros de umbanda, periferias, favelas e vielas brasileiras. Trajetos que se entrelaçam, idades distintas que se transmutam pelo encontro e contato. Anúncio de uma dança ancestral que evoca tempos, histórias, personagens, divindades de ontem e hoje, para celebrar possíveis hibridações e evocar caboclas dramaturgias brasileiras, em uma perspectiva contemporânea, espiritual e política.

Concepção e direção: Gerson Moreno. Dançarinos-intérpretes criadores: Viana Júnior, Cacheado Braga e Gerson Moreno

Classificação: 18 anos. 40min.

 

Patética – Companhia Estável de Teatro (São Paulo)

 

Escrita em 1976, a peça reflete sobre as circunstâncias do assassinato de Vladimir Herzog – jornalista, professor e dramaturgo, morto nos porões do DOI-CODI, em outubro de 1975. O texto foi escrito um ano depois do seu falecimento, por seu cunhado e, também dramaturgo, João Ribeiro Chaves Neto. Na peça, uma trupe de artistas de circo que está prestes a se desfazer conta pela primeira e última vez a história de Glauco Horowitz (Herzog) desde a imigração dos pais para o Brasil fugindo da 2ª guerra, passando pela carreira no Brasil durante a ditadura militar, prisão, depoimentos no DOI-CODI, até a morte e a luta da família para provar que ele não cometeu suicídio, mas foi assassinado.

Direção: Nei Gomes. Classificação: 14 anos. 90 min.