Centro Cultural Fortaleza - Artes Visuais Centro Cultural Fortaleza - Artes Visuais

ARTES VISUAIS

NOVEMBRO/2017

 

EXPOSIÇÕES

 

Exposição “Telas e Tons”, de Betto Pereira

Dias: 1º a 11 – 10h às 19h

 

O artista plástico Betto Pereira, dos botequins, Betto (que também é cantor e compositor) partiu para as bicicletas multicoloridas, que ganharam forma e movimento e tomaram as ruas de São Luís do Maranhão, a sua cidade cantada. A música, parceira inescapável, transformou-se em presença quase obrigatória com os seus instrumentos e personagens bailando no acrílico sobre tela. A pintura cresceu, as telas multiplicaram-se no tamanho e na inventividade. “Telas & Tons”, esse conjunto expressivo de cores com o qual Betto Pereira debuta nas artes plásticas, representa a leitura de cenas que de alguma forma identificam-se com o universo onírico do menino aprendiz, autodidata e de forte personalidade, como a máquina fotográfica, o disco de vinil, a radiola de reggae, os pregoeiros, os barcos que singram a baía de São Marcos, o bumba-meu-boi, o pandeirão, o cazumbá, a gafieira, os papagaios de papel.

 

 

Exposição “Excursão Pajeú”, de Cecília Andrade

Abertura: 16 de novembro, quinta-feira, 18h

Duração: até 16 de dezembro, sábado, 10h às 19h

 

Pelo viés da arte e da ficção, Excursão Pajeú oferece embarque para uma viagem entre tempos e espaços, camadas de memória de Fortaleza, cidade nascida e acomodada às curvas naturais do rio que, atualmente, ajusta-se às transformações políticas, econômicas e estruturais da capital cearense, entre estacionamentos, bueiros e prédios, em condição de apagamento físico e histórico. A proposição da artista Cecília Andrade faz parte do projeto Era uma vez um rio, patrocinada pela Lei Rouanet, que envolve além do percurso no espaço expositivo, onde são apresentadas intervenções e documentos do processo de sua pesquisa de mestrado, uma série de caminhadas guiadas semanais. Para tanto, um aplicativo é disponibilizado aos visitantes, que são convidados a arriscar-se em uma experiência antiturismo pelo Riacho Pajeú, fazendo descobertas através da cidade e por documentos digitalizados. A experiência multimídia agencia encontros e desencontros com o riacho e permite pensar sobre sua existência em meio a tantas transformações. Estimula ainda a imaginação sobre o rio, que passa a poucos metros do Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil.